Chegou a notícia que vai garantir um tratamento mais efetivo e menos agressivo para pacientes com câncer de pulmão! O @minsaude, através da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), acaba de aprovar a inclusão do teste RT-PCR para pesquisa da mutação EGFR no rol do SUS.
O teste é uma maneira de descobrir se o tumor do paciente possui ou não uma mutação no gene EGFR, que codifica a proteína homônima localizada na membrana celular, responsável pela proliferação das células saudáveis. Um estudo técnico da SBP (Sociedade Brasileira de Patologia), que ajudou a fundamentar a decisão da Conitec, mostrou que essa mutação genética ocorre em cerca de 20% dos pacientes que possuem diagnóstico de adenocarcinoma de pulmão.
Segundo a neuropatologista Dra. Francine Hehn de Oliveira, pacientes com tumores que apresentam essa mutação podem ser tratados com um anticorpo monoclonal, uma droga específica que dispensa a quimioterapia, priva o usuário de efeitos colaterais mais significativos e é mais efetiva no tratamento.
Essa droga havia sido incorporada pelo SUS antes da liberação do teste”, explica a chefe do Serviço de Patologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e coordenadora médica do Laboratório de Genética e Biologia Molecular do Hospital Moinhos de Vento.
“Mas a maioria dos pacientes, por desconhecer se possuía ou não a mutação, acabava recebendo o tratamento sem qualquer benefício e ainda, impactando em um enorme custo para o sistema público de saúde”, esclarece. A liberação do teste RT-PCR ajusta o fluxo: o paciente tem agora acesso a um diagnóstico mais preciso pelo SUS antes de buscar o melhor tratamento. A decisão deve ser oficializada com a publicação no Diário Oficial da União (DOU) já na próxima semana.
Fonte: SBP (Sociedade Brasileira de Patologia)



